Associação Comercial do Rio de Janeiro

Área de identificação

Tipo de entidade

Entidade coletiva

Forma autorizada do nome

Associação Comercial do Rio de Janeiro

Forma(s) paralela(s) de nome

  • ACRJ

Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

identificadores para entidades coletivas

Área de descrição

Datas de existência

1808-

História

A Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) teve sua origem em um agrupamento de comerciantes que começava a se consolidar nesta cidade – à época capital colonial - ainda na primeira década do século XIX. Com a chegada da Corte portuguesa as atividades comerciais da capital tiveram um grande incremento, à medida que com ela aportara também um grande número de comerciantes, tanto ingleses quanto portugueses, o que levou os comerciantes anteriormente aqui estabelecidos a se organizarem em prol de seus interesses. Existem registros, datados de 1808, de representações dirigidas por um grupo de negociantes ao príncipe regente, onde reclamavam das vantagens comerciais desfrutadas pelos ingleses. O Alvará de 15 de julho de 1809, que determinava a construção de uma Praça do Comércio, é representativo do reconhecimento oficial da existência de um importante núcleo de comerciantes no Rio de Janeiro, mais conhecido como “Corpo do Comércio”. Apesar deste reconhecimento, as obras de construção da Praça só teriam início em outubro de 1819. A inauguração oficial se deu em 14 de Julho de 1820 e contou com a presença de D. João VI. A Praça do Comércio não se manteve por muito tempo como ajuntamento dos comerciantes do Rio de Janeiro. No ano seguinte à sua fundação, devido ao advento da Revolução Liberal em Portugal, a sede do Corpo do Comércio foi escolhida para dar lugar às eleições dos deputados que representariam o Brasil nas Cortes portuguesas. A sessão eleitoral resultou em um conflito violento entre aqueles que dela participavam e as tropas imperiais. Com isso, os negociantes da capital resolveram repudiar as ações de violência ocorridas em sua sede, fechando-a. Durante os anos seguintes, este grupo passou a se reunir nas esquinas da Rua Direita para tratar de seus negócios. Treze anos depois do fechamento de sua primeira sede, o Corpo do Comércio inicia a construção de uma segunda praça. A partir de 9 de Setembro de 1834, este agrupamento de comerciantes passaria a denominar-se Sociedade dos Assinantes da Praça. Durante a administração de José Joaquim de Lima e Silva Sobrinho, visconde de Tocantins, a mais longa da história da entidade (1862-1884), a Sociedade dos Assinantes da Praça passou a se chamar, a partir de 11 de dezembro de 1867, Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Ainda neste período, a ACRJ fundou a Sociedade Asilo dos Inválidos da Pátria, com a finalidade de amparar os militares feridos na Guerra do Paraguai, bem como as famílias dos oficiais e soldados mortos em combate, desde que não socorridos pelo governo. Entretanto, em 1885, a Associação dissolveu tal Sociedade, absorvendo seu patrimônio, com o qual adquiriu dois prédios e terrenos na rua São Francisco Xavier e doou-os ao governo, que lá instalou o Imperial Colégio Militar em 1889. A Associação também é conhecida como Casa de Mauá, em homenagem ao seu terceiro presidente, Irineu Evangelista de Souza. Devido ao seu tino comercial, Evangelista de Souza foi aclamado um dos maiores empresários de Segundo Império no Brasil. Na primeira década do século XX, a ACRJ, em estatuto, o primeiro registrado no 1° Ofício de Registro de Títulos e Documentos (1904), declarava ter as seguintes finalidades: defender os interesses do comércio e da indústria junto ao governo; defender e cooperar para o desenvolvimento e prosperidade das classes que representa; criar fundo para conservação e melhoramento da associação; criar fundo para conservação e aumento da biblioteca, principalmente com obras sobre comércio e indústria; criar fundo para socorros aos sócios indigentes ou famílias dos que assim falecerem; criar - por meio de verba especial, donativos ou em concurso com outra associação - o instituto comercial gratuito para menores filhos de sócios indigentes, servidores do Estado, idosos ou invalidados a serviço do país. No interior da ACRJ nasceram importantes entidades representativas do empresariado nacional como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Serviço de Apoio à Pequena e Média Empresa (SEBRAE), dentre outras. Por tamanha desenvoltura a ACRJ alcançou a condição de Órgão Técnico e Consultivo do Governo Federal no estudo e na solução de problemas que se relacionam com a economia nacional, por meio do Decreto n° 6.348, de 26 de julho de 1940. Recentemente, em 2004, a Associação também foi reconhecida como Entidade de Utilidade Pública do Município do Rio de Janeiro, segundo a Lei n° 4.361. Atualmente, a Associação Comercial exerce a função de agente interlocutor entre os empresários do Rio de Janeiro e as três instâncias governamentais (municipal, estadual e federal). Propõe-se ainda a identificar oportunidades de negócio e potenciais econômicos e turísticos no estado, valorizando sua riqueza cultural e histórica e preservando a imagem do Rio nos cenários nacional e internacional.

Locais

Status legal

Funções, ocupações e atividades

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

Contexto geral

Área de relacionamento

Área de controle

Identificador do registro de autoridade

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

Status

Nível de detalhamento

Datas de criação, revisão e obsolescência

Idioma(s)

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Notas de manutenção