Fundo/Coleção ABF - Associação Brasileira de Farmacêuticos

Área de identificação

Código de referência

BR RJABF ABF

Título

Associação Brasileira de Farmacêuticos

Data(s)

  • 1937 - 1996 (Produção)

Nível de descrição

Fundo/Coleção

Dimensão e suporte

Documentação textual: 0,62 m (41 livros)
Documentação bibliográfica: 2,62 m (72 exemplares de periódicos e 4 livros)

Área de contextualização

Nome do produtor

(1916-)

História administrativa

Fundada em 20 de janeiro de 1916, a Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF) teve início como resultado da iniciativa de um pequeno grupo de farmacêuticos, estando sediada primeiramente na Rua da Quitanda, número 14, no Centro do Rio de Janeiro (à época, Capital Federal). Para os componentes deste grupo, liderados por Luis Oswaldo de Carvalho - sócio-fundador e também primeiro presidente da ABF que, posteriormente, passaria a opor-se a esta, propondo o seu fechamento - a conformação de uma instituição de caráter nacional que representasse os profissionais da farmácia era fundamental para que houvesse uma reação ao estado caótico em que se encontrava a farmácia brasileira desde o final do séc. XIX. Ao contrário do que vinha ocorrendo desde meados do século XIX, quando a farmácia científica atingiu um alto grau de desenvolvimento no Brasil, os primeiros anos do século XX foram marcados por uma grande crise associativa da categoria profissional, sendo o marasmo reinante apenas quebrado pela área comercial. Anteriormente à ABF existiram três agremiações de caráter científico e profissional implementadas por farmacêuticos do Rio de Janeiro: a Sociedade Farmacêutica Brasileira (1851-1855), o Instituto Farmacêutico do Rio de Janeiro (1858-1886) - ambas instituições de vida intensa e bastante eficiente, principalmente, quanto ao aspecto científico de suas publicações – e o Centro Farmacêutico (1894), que teve vida muito efêmera, não deixando qualquer publicação científica. Portanto, a ABF foi a quarta tentativa dos farmacêuticos de instituírem uma associação na Capital. Ao constituir-se, apresentava como principais objetivos lutar pelo progresso e engrandecimento da categoria, defendendo especialmente os interesses da classe e em particular os de cada associado; implantar um órgão oficial no qual fosse possível publicar os trabalhos e atos referentes à Associação e à profissão farmacêutica; criar o montepio farmacêutico, iniciativa de grande interesse para as famílias dos associados e também fundar a Escola Superior de Farmácia. Segundo o seu primeiro estatuto (1916), a ABF só permitia associar-se a ela indivíduos diplomados em farmácia pelas escolas oficiais ou reconhecidas pela União, porém, mesmo os que cumpriam tal requisito tinham que necessariamente passar pelo crivo do Conselho Administrativo ou, em última instância, pela aprovação da assembléia. Contudo, apesar da importância dada à Associação por seus fundadores, em um contexto de tanto descrédito da profissão, até mesmo entre eles reinava um certo clima de desconfiança em relação ao êxito do projeto, não despertando, de início, grande adesão da categoria. Neste sentido, as primeiras diretorias se limitaram a aumentar lentamente o número de sócios. Como órgão de promoção institucional e de divulgação científica, a ABF passou a ter a já consolidada “Revista de Chimica e Physica”. Para além dos profissionais, a ABF voltava-se também aos aspirantes a sócios, ou seja, os estudantes de farmácia e aos práticos da profissão, donos ou integrantes de firmas e estabelecimentos farmacêuticos, já que um dos seus grandes objetivos era constituir uma escola superior de Farmácia, dirigida ao ensino técnico das ciências naturais (físicas e químicas). Já em seus primeiros meses, a ABF contribuiu diretamente na defesa dos interesses da classe, sugerindo ao poder público modificações no Regulamento da Diretoria Geral de Saúde Pública na parte referente à farmácia. A partir de 1921, a Associação começou a alcançar uma certa estabilidade, o que resultou na realização do 1° Congresso Brasileiro de Farmácia em 1922, na capital. Desde então, aumentou seu número de associados e passou a ter maiores recursos para o seu progresso e expansão. Durante a presidência de Souza Martins (1925-1926) foram idealizadas muitas iniciativas em prol da categoria, que foram concretizadas pelas diretorias seguintes. A edificação de um prédio para a sede da associação à Rua José Maurício, a Casa da Farmácia, teve sua pedra fundamental lançada em 1930, na presidência de Paulo Seabra. Na gestão de Virgílio Lucas (1937-1938) foi criada a Academia Nacional de Farmácia e tornada efetiva a Caixa Beneficente. Quanto à Casa da Farmácia, a instabilidade política que tomou conta do país ao longo da década de 1930 acabou dificultando a sua fundação. Esta só foi concretizada em 1949, após intensa campanha para angariar fundos para a compra do pavimento completo do 10° andar do edifício à Rua dos Andradas, n° 96, onde a ABF ainda se encontra. A instituição acolheu em sua sede outras importantes instituições ligadas à categoria: Academia Nacional de Farmácia, Sindicato dos Farmacêuticos do Rio de Janeiro, Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil, Federação das Associações de Farmácia e Bioquímica do Brasil e Federação Farmacêutica e Bioquímica Pan-americana. Por fim, foi inaugurado em 1951, na sede da ABF, o Museu Antônio Lago, que leva o nome de seu fundador.

História arquivística

Conserva alguns documentos de entidades que funcionaram no mesmo endereço e/ou estiveram ligadas à Associação Brasileira de Farmácia, a saber: Federação das Associações de Farmácia e Bioquímica do Brasil, Federação Farmacêutica Brasileira e Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil.

Procedência

Llivro de atas da reunião de diretoria; livro de atas de assembléia geral; livro de presença das reuniões de diretoria; livro de atas de reunião do Conselho Deliberativo (fev. de 1947 a jan. de 1983); livro de atas e de presenças em Sessões Ordinárias; texto contento biografia de Antônio Lago (importante farmacêutico e fundador de diversas instituições ligadas à profissão); livro de receitas farmacológicas (nome do paciente, os males de que sofre o paciente, o nome do profissional que o atendeu, o nome da farmácia, a data da consulta, o nome do remédio receitado e sua dosagem); livro sobre concurso (prêmio concedido pela ABF a trabalhos científicos); livro de reuniões do Grupo Hospifar (acadêmicos e profissionais que trabalham com farmácia hospitalar / jun. de 1996 a ago. de 1996); livro de atas de reunião da Comissão de Contas (abr. de 1947 a dez. de 1952); livro sobre eleições (contém os nomes dos candidatos à diretoria e demais cargos, de jan. de 1949 a dez. de 1962); cartas (da Assoc. Farmacêutica de Pernambuco, da Assoc. Paranaense de Farmacêuticos e de farmacêuticos do Oeste de Minas Gerais etc.); livro da atas das reuniões da Comissão de Legislação (jul. de 1956 a ago. de 1956); livro de atas das reuniões dos farmacêuticos homeopatas (set. de 1986 a maio de 1987); documento sobre a Associação dos Farmacêuticos-Químicos do Rio Grande do Sul; livro de atas diversas (contém atas com assuntos diversificados, inclusive, uma delas referente à assembléia inaugural da Biblioteca João Daudt Filho / abr. de 1937 a jan. 1956); livro Diário da Casa da Farmácia; livro de despesas da Revista Brasileira de Farmácia; Estatuto do Associação Brasileira de Farmacêuticos (20 de nov. de 1963); ata de fundação da Associação Profissional de Farmacêuticos; Estatutos da Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil (1947); Código de Ética da Profissão Farmacêutica; Revista PHARMA (revista editada pela ABF/ jan. de 1982 a out. de 1985 / edição especial em set. de 1990 com Anais do 1º Congresso Brasileiro de Farmácia Hospitalar); Boletim da Associação Brasileira de Farmacêuticos. Federação das Associações de Farmácia e Bioquímica do Brasil: livros de atas e de presença às reuniões do Conselho Diretor (dez. de 1966 – jan. de 1977); estatutos e regimento interno. Federação Farmacêutica Brasileira: atas (ago. de 1936 a ago. de 1937), inclusive a de fundação. Federação das Associações de Farmacêuticos do Brasil: livro de atas da reunião do Conselho Diretor.

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Avaliação, seleção e eliminação

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Identificado

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Com restrição - Necessidade de autorização – Restritos os documentos referentes às atividades mais recentes da instituição, de 2000 até os dias atuais.

Condiçoes de reprodução

Com restrição - Necessidade de autorização

Idioma do material

  • português do Brasil

Script do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de descrição

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Nota de publicação

LUCAS, Virgílio. Breve histórico da Associação Brasileira de Farmacêuticos. Revista Brasileira de Farmácia, Rio de Janeiro, jan.1956.

Nota de publicação

COSTA, Oswaldo de Almeida. Notas históricas sobre a Associação Brasileira de Farmacêuticos. Revista Brasileira de Farmácia, Rio de Janeiro, jan–fev 1966.

Área de notas

Identificador(es) alternativos

Pontos de acesso

Pontos de acesso de assunto

Pontos de acesso local

Ponto de acesso nome

Pontos de acesso de gênero

Área de controle da descrição

Identificador da descrição

Identificador da entidade custodiadora

BR RJABF

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (Brasil). NOBRADE: Norma brasileira de descrição arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006. 124 p.

Status

Final

Nível de detalhamento

Completo

Datas de criação, revisão, eliminação

2009-04-20
14/8/2008

Idioma(s)

  • português do Brasil

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Zona da incorporação

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