Vargas, Darci Sarmanho

Área de identificação

Tipo de entidade

Pessoa

Forma autorizada do nome

Vargas, Darci Sarmanho

Forma(s) paralela(s) de nome

  • Vargas, Darcy Sarmanho

Formas normalizadas do nome de acordo com outras regras

Outra(s) forma(s) do nome

  • Sarmanho, Darcy

identificadores para entidades coletivas

Área de descrição

Datas de existência

1895-1968

História

Foi a esposa de Getúlio Vargas, ex-presidente do Brasil, e a primeira-dama do país por dois períodos.
Na condição de primeira-dama, Darcy Vargas tornou-se um exemplo e uma referência para suas contemporâneas, devido à sua preocupação com as questões sociais e assistenciais.
A fundação de diversas instituições criadas em sua honra e por ela mesma formam o seu maior legado.
Darcy Sarmanho nasceu em uma família gaúcha de elite. Era a filha mais moça de Antônio Sarmanho, estancieiro e comerciante, e de Alzira Lima Sarmanho. Entre seus irmãos estava o Dr. Walder ou Válder de Lima Sarmanho, Oficial da Ordem Militar de Cristo a 20 de Janeiro de 1934.
Em 1911, aos quinze anos de idade, Darcy casou-se com o então advogado Getúlio Dornelles Vargas, natural da mesma cidade. As meninas, à época, eram criadas desde cedo para o casamento, às vezes interrompendo a vida escolar, o que aconteceu à Darcy. O casal Vargas, em seis anos de casamento, teve cinco filhos: Lutero (1912), Jandira (1913), Alzira(1914), Manuel Antônio (1916) e Getúlio Filho (1917). Sua filha Alzira casou-se com Ernani do Amaral Peixoto.
Darcy, como esposa, sempre esteve ao lado de Getúlio nas cenas políticas. Antes da Revolução de 30, já havia demonstrado seu compromisso com o Brasil, através de obras sociais. Criou em Porto Alegre a chamada "Legião da Caridade", formada por mulheres da elite gaúcha que ajudavam a produzir roupas e angariar e distribuir alimentos para famílias cujos homens participavam, ao lado de Getúlio, da Revolução.

Nas décadas de 1930 e 1940, a primeira-dama trabalhou no Abrigo Cristo Redentor e criou a Fundação Darcy Vargas em 1938, cujo principal projeto foi a Casa do Pequeno Jornaleiro, a qual atua até hoje no bairro da Saúde educando 300 jovens pobres e cuidando deles.
Após a declaração do ingresso do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942, a primeira-dama criou a Legião Brasileira de Assistência (LBA), da qual se tornou a primeira presidente. A LBA tinha como função ajudar familiares de soldados brasileiros enviados à Segunda Guerra Mundial.

Em fevereiro de 1943, Dona Darcy sofreu a perda de seu filho mais jovem, Getúlio Filho, que morreu de pólio aos vinte e três anos. De luto, afastou-se da presidência da Legião Brasileira de Assistência até outubro daquele ano. Passou a compor álbuns e a coletar recortes de jornais, em memória do filho falecido.
Darcy e outras mulheres, através de campanhas na imprensa, conseguiram popularizar a Legião Brasileira de Assistência, e milhares de mulheres voluntárias inscreveram-se nos cursos do órgão. Algumas foram preparadas para atuar na proteção da população caso houvesse bombardeio; outras foram encarregas de ensinar às donas de casa a prática da economia de alimentos; as socorristas samaritanas responsabilizavam-se pelo o atendimento de enfermagem; e legionárias da costura produziam materiais médico-hospitalares e roupas para os soldados. Havia também outros tipos de serviços, como a organização da biblioteca do combatente (pelas madrinhas).

Durante a grande seca no início da década de 1950, Dona Darcy visitou e ajudou os flagelados nos Estados atingidos.
A primeira-dama promoveu a aquisição de toneladas de leite em pó da Holanda para a população infantil e, graças à ajuda de empresas privadas, obteve o meio de transporte gratuitamente.
Além disso, Darcy Vargas adquiriu, por doações, na Alemanha, o primeiro hospital volante.
Promoveu a assistência a vítimas das enchentes do rio Amazonas.
Mesmo após o suicídio de Vargas, ela continuou trabalhando na Fundação.
Dona Darcy Vargas faleceu às 4 horas do dia 25 de junho de 1968, aos setenta e dois anos de idade (mesma idade em que Getúlio Vargas suicidou-se).
Seu corpo, após o velório na capela da Casa do Pequeno Jornaleiro, foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, próximo à lápide de Getúlio Vargas Filho, conforme seu desejo.

Locais

Status legal

Funções, ocupações e atividades

Mandatos/Fontes de autoridade

Estruturas internas/genealogia

Contexto geral

Área de relacionamento

Área de controle

Identificador do registro de autoridade

BR RJANRIO P26

Identificador da instituição

BR RJANRIO

Regras ou convenções utilizadas

Status

Versão preliminar

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão e obsolescência

Idioma(s)

  • português do Brasil

Sistema(s) de escrita(s)

Notas de manutenção