Clube Militar

Área de identificação

Identificador

RJCM

Forma autorizada do nome

Clube Militar

Forma(s) paralela(s) de nome

Outra(s) forma(s) do nome

Tipo

Área de contato

 

Miriam Fernandes de Assumpção Contato principal

Tipo

Endereço

Endereço

Av. Rio Branco 251 - Centro

Localidade

Rio de Janeiro

Região

Rio de Janeiro

Nome do país

Brasil

CEP

20040-009

Telefone

55 21 3125-8281 / 3125-8383

Fax

Nota

Área de descrição

História

A idéia de criar uma entidade que pudesse aglutinar os militares nasceu de reuniões realizadas na casa do major Serzedelo Correia, no início de junho de 1887. A princípio pensou-se em criar vários clubes nas diversas províncias do Império; contudo, tal iniciativa mostrou-se inviável, decidindo-se, assim, pela instalação de apenas um clube, no Rio de Janeiro, que era, então, Município Neutro da Corte. O Clube Militar foi fundado em 26 de junho de 1887 - em sala cedida pelo Clube Naval - como uma associação civil. Tinha como principais objetivos o estreitamento dos laços de união e solidariedade entre os oficiais das forças armadas (do Exército e da Armada, nome pelo qual era, à época, chamada a Marinha de Guerra); a defesa dos interesses e direitos dos sócios; o incentivo às manifestações cívicas e patrióticas e o interesse pelas questões que ferissem ou pudessem ferir a honra nacional e militar. Sua primeira diretoria foi composta pelo general Deodoro da Fonseca (presidente), que dois anos mais tarde participaria ativamente do movimento de proclamação da República, tornando-se o primeiro presidente do Brasil, e pelos oficiais Custódio de Melo (vice), José Simeão de Oliveira (1º secretário), Marciano Magalhães (2º secretário) e Benjamim Constant (tesoureiro), outro que teve relevante papel no levante republicano. Faziam parte também desta diretoria José Marques Guimarães, Eduardo Wandenkolk e Antônio Sena Madureira que compunham a comissão de imprensa. Com exceção de Custódio de Melo e Wandenkolk, oficiais da Marinha, os demais membros da diretoria eram do Exército. Na segunda reunião do Clube, em 4 de julho, Sena Madureira apresentou os estatutos da instituição. Em estatuto de 1911, o Clube apresentou algumas novidades com relação às suas finalidades: desenvolver o gosto pela técnica, realizando palestras e conferências; manter biblioteca; sala de armas; um alojamento para os sócios seja em trânsito ou em residência permanente; manter restaurante, quando assim fosse possível, e a Revista Militar, quando oportuno. Em 15 de novembro de 1926 era lançado o primeiro número da Revista do Clube Militar. A primeira sede própria foi doada pelo governo federal no período em que Rodrigues Alves esteve na presidência (1902-1906). Localizada na Avenida Central (atual Avenida Rio Branco), foi inaugurada em 1910. Por um descuido administrativo da associação, o terreno no qual se situava a sua sede voltou a pertencer legalmente a União, situação que só foi solucionada em 1931, por Getúlio Vargas, quando um decreto doou o terreno e o prédio definitivamente ao Clube Militar. Mais tarde, a partir de 1941, uma nova sede seria erguida no mesmo terreno, obra que ficou pronta ao final de 1943. Esta entidade teve participação decisiva em diversos processos políticos da história republicana brasileira, a começar pela participação de muitos de seus sócios na proclamação da República, o que marcou a história do Clube em diversas ocasiões. Por exemplo, durante a presidência de Prudente de Moraes (1894-1898), em 1897, o Clube foi acusado de participar na tentativa de assassinato do presidente e, por isso, foi fechado e teve seu arquivo recolhido à Polícia, sendo reaberto apenas quatro anos depois. Posteriormente, em 1922, outra querela com o Executivo Federal interromperia as atividades de tal associação por mais seis meses, devido às críticas feitas por Hermes da Fonseca - ex-presidente da República e, então, presidente do Clube Militar - ao governo federal por sua atuação truculenta ao longo do processo eleitoral em Pernambuco. Durante a chamada “Era Vargas”, a postura oposicionista do Clube diante de questões políticas importantes, como o reajuste salarial dos oficiais das forças armadas, fez com que o governo federal se preocupasse em manter um controle mais efetivo sobre ele, o que se confirmou durante o Estado Novo, quando o general José Meira de Vasconcelos, elemento de confiança do Governo, ascendeu à presidência da entidade em 1939. Em 1945, a diretoria organizou uma campanha cívica para receber os militares da Força Expedicionária Brasileira (FEB) que participaram da 2ª Guerra Mundial. No mesmo ano, muitos militares que haviam sido desligados da instituição no período da ditadura varguista foram reintegrados a ela por força da lei de anistia aos presos políticos. Após o fim do Governo Vargas, o Clube destacou-se pela sua participação nos debates acerca da exploração do petróleo no Brasil, ocorrendo dentro da instituição intensos conflitos entre a ala nacionalista das Forças Armadas - para quem o desenvolvimento do Brasil deveria ser realizado sem maiores intervenções do capital estrangeiro – e a ala que estava a favor do estreitamento dos laços entre o Brasil e os Estados Unidos da América, principalmente, no que dizia respeito à exploração do petróleo. Depois de participar ativamente do movimento contra o governo de João Goulart, a partir de 1964, instaurado o regime militar, o Clube continuou a dedicar-se a assuntos de ordem cultural e social - para além das atividades administrativas - realizando com frequência inúmeros eventos em sua sede como exposições de arte e conferências de cunho diverso.

Contexto cultural e geográfico

Mandatos/Fontes de autoridade

Estrutura administrativa

Órgãos da Administração: Conselho de Administração (CA); Conselho Deliberativo (CD); Conselho Fiscal (CF); Diretoria.

Políticas de gestão e entrada de documentos

Prédios

Após a criação do Clube Militar, o mesmo começou a funcionar, provisoriamente, na sede do Clube Naval.
Em 1910, passou a ocupar o prédio situado na Avenida Central, esquina com a Rua Santa Luzia. Este prédio foi demolido em 1934 e, no mesmo local, foi construída a atual sede do Clube, que situa-se na Av Rio Branco no centro da Cidade Maravilhosa.

Acervo

Possui acervo museológico.
A Biblioteca do Clube Militar está integrada às Bibliotecas do Sistema de Ensino do Exército Brasileiro. Seu acervo está integrado com a REDEBIE (Rede de Bibliotecas do Exército) e à REBIMD (Rede de Bibliotecas do Ministério da Defesa), que reúnem os acervos de mais de 150 estabelecimentos, incluindo as bibliotecas das Escolas de Estudos Militares, integrando recursos informacionais, como acervos bibliográficos, catálogos de teses e dissertações e documentos digitais relacionados ao Ministério da Defesa e aos Comandos da Marinha, do Exército e da Força Aérea, por meio de rede compartilhada.

Instrumentos de pesquisa, guias e publicações

Área de acesso

Horário de funcionamento

De segunda a sexta feira de 9h às 12h e de 13h às 17h.

Condição de acesso e uso

Carteira de identidade e carta de apresentação da instituição a que pertence.

Acessibilidade

Área de serviços

Serviços de pesquisa

Serviços de reprodução

Permitida a reprodução por meio de fotografia digital (sem flash) e fotocópia, mediante pagamento de taxa.

Áreas públicas

Há um acervo museológico que expõe diversas peças que ajudam a contar a história do Clube Militar.

Área de controle

Identificador da descrição

Identificador da entidade custodiadora

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS. ISDIAH: norma internacional para descrição de instituições com acervo arquivístico. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2009.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (Brasil). CODEARQ: código de entidades custodiadoras de acervos arquivísticos.

Status

Final

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão e obsolescência

7/8/2008 - criação

Idioma(s)

  • português do Brasil

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Notas de manutenção

Pontos de acesso

Pontos de acesso

  • Associações Cariocas (Thematic area)
  • Cadastro Nacional de Entidades Custodiadoras de Arquivos (CODEARQ) (Thematic area)
  • Área de Transferência

Contato principal

Av. Rio Branco 251 - Centro
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
BR 20040-009