Sindicato Avulso em Capatazias e Arrumadores no Comércio Armazenador do Município do Rio de Janeiro

Área de identificação

Identificador

RJSINPACACAMRJ

Forma autorizada do nome

Sindicato Avulso em Capatazias e Arrumadores no Comércio Armazenador do Município do Rio de Janeiro

Forma(s) paralela(s) de nome

Outra(s) forma(s) do nome

Tipo

Área de contato

 

José Carlos Modesto presidente

Tipo

Endereço

Endereço

Rua do Livramento números 68 / 81, Centro

Localidade

Rio de Janeiro

Região

RJ

Nome do país

Brasil

CEP

20221-193

Telefone

55 21 2203-2764

Fax

E-mail

URL

Nota

Área de descrição

História

A primeira tentativa de organização de uma entidade para representar os trabalhadores em café na cidade do Rio de Janeiro se deu em 1904, numa reunião na sede da União Operária dos Estivadores, quando foi fundada a União dos Trabalhadores de Café. Por motivos desconhecidos, esta instituição não chegou a vingar. No entanto, alguns meses depois - em 15 de abril de 1905 – por iniciativa de Cândido Manoel Rodrigues e contando com a presença de outros vinte e cinco indivíduos seria criada a União dos Trabalhadores em Trapiche e Café. Durante as reuniões para formulação do primeiro estatuto da associação esta teve seu nome mudado, passando a se chamar Sociedade de Resistência dos Trabalhadores em Trapiche e Café. Ainda em julho de 1905, a Sociedade elegeu sua primeira diretoria e também inaugurou o seu pavilhão social. A entidade era composta, em grande número, por brasileiros e negros. Em seus dois primeiros estatutos, tal associação afirmava buscar a união e a defesa dos trabalhadores da categoria, tendo como principais objetivos: organizar o trabalho de trapiche e café, reivindicando a diminuição das horas de trabalho e o aumento salarial; constituir uma caixa de assistência para auxiliar e defender os associados em caso de greve ou coação de sua liberdade; criar biblioteca para instrução dos associados; firmar pactos de solidariedade com congêneres no Brasil e no estrangeiro e festejar o seu aniversário, dia 15 de abril, e também o dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. Quanto à sua junta administrativa, esta era composta por um diretor, um secretário-geral, um secretário-adjunto, um secretário de atas, um tesoureiro e um contador. Foi pela sua participação na greve de 1906, quando grande parte dos carregadores dos trapiches e casas de café cruzou os braços para reivindicar melhores recompensas e condições de representação, que esta Sociedade tornou-se conhecida. A greve, que foi vitoriosa, deu aos carregadores melhores condições salariais e de organização perante as empresas que contratavam seus serviços. Porém, toda capacidade de mobilização que esta instituição vinha demonstrando, quase se desfez em 1908, por causa do locaute imposto pelo Centro do Comércio de Café e também por motivo de falência do Banco União do Comércio, que detinha os fundos da instituição. Nos anos seguintes, a Sociedade conseguiu se reorganizar, consolidando sua posição no mercado através da sindicalização das turmas de trabalho e de algumas greves importantes como a da Leopoldina, em 1912, e a da Cantareira, em 1914. Entre 1915 e 1918, a Sociedade de Resistência passou por momentos difíceis, quando, em um primeiro momento, se impôs de forma vitoriosa ao Centro de Comércio de Café - que acabou por reconhecer a exclusividade daquela a associação no fornecimento de mão-de-obra para o mercado. Posteriormente, sofreu grandes perdas provenientes do contexto de redução das exportações de café, resultado da ocorrência da Primeira Grande Guerra, da união dos centros patronais que somados lhe impuseram um novo locaute e também pela gripe espanhola, epidemia avassaladora que causou muitas mortes no Rio de Janeiro. Durante o mandato de Carlos Joaquim Alves, iniciado em 1922, a Sociedade de Resistência conseguiu adquirir uma sede própria na Rua do Livramento, número 68, onde está até hoje. Tal aquisição se deu mais uma vez através da união dos esforços dos sócios da instituição, que juntos conseguiram acumular 82 contos de réis para realizá-la. Em 1930, a entidade já havia retomado seu espaço no mercado, reintroduzindo suas práticas restritivas e monopolistas, o que pode ser percebido pela expansão dos serviços prestados por esta na região do cais: movimentação de carga das Companhias Brasileira de Exploração de Portos, de Navegação Costeira, Lloyd Brasileiro, Comércio e Navegação. Tais atividades estendiam-se pelo litoral desde “Maria Angu” até Botafogo, chegando também a Niterói, onde a Sociedade de Resistência mantinha uma sucursal, com um número regular de sócios.

Contexto cultural e geográfico

Mandatos/Fontes de autoridade

Estrutura administrativa

Políticas de gestão e entrada de documentos

Prédios

Acervo

Instrumentos de pesquisa, guias e publicações

Área de acesso

Horário de funcionamento

A combinar.

Condição de acesso e uso

Carteira de identidade e carta de apresentação da instituição a que pertence.

Acessibilidade

Área de serviços

Serviços de pesquisa

Serviços de reprodução

É permitida a realização de cópias por meio de serviços de terceiros.

Áreas públicas

Área de controle

Identificador da descrição

Identificador da instituição

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO INTERNACIONAL DE ARQUIVOS. ISDIAH: norma internacional para descrição de instituições com acervo arquivístico. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2009.
CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (Brasil). CODEARQ: código de entidades custodiadoras de acervos

Status

Final

Nível de detalhamento

Parcial

Datas de criação, revisão e obsolescência

9/6/2008 - criação

Idioma(s)

  • português do Brasil

Sistema(s) de escrita(s)

Fontes

Notas de manutenção

Pontos de acesso

Pontos de acesso

  • Associações Cariocas (Thematic area)

Contato principal

Rua do Livramento números 68 / 81, Centro
Rio de Janeiro, RJ
BR 20221-193