Fundo/Coleção SINPACACAMRJ - Sindicato Avulso em Capatazias e Arrumadores no Comércio Armazenador do Município do Rio de Janeiro

Área de identificação

Código de referência

BR RJSINPACACAMRJ SINPACACAMRJ

Título

Sindicato Avulso em Capatazias e Arrumadores no Comércio Armazenador do Município do Rio de Janeiro

Data(s)

  • 1905 - 2000 (Produção)

Nível de descrição

Fundo/Coleção

Dimensão e suporte

Documentação textual: 13,80 m (620 livros arquivísticos)
Fotografias (dado não disponível)
Tridimensionais: 1 item (troféu esportivo)

Área de contextualização

Nome do produtor

Biografia

A primeira tentativa de organização de uma entidade para representar os trabalhadores em café na cidade do Rio de Janeiro se deu em 1904, numa reunião na sede da União Operária dos Estivadores, quando foi fundada a União dos Trabalhadores de Café. Por motivos desconhecidos, esta instituição não chegou a vingar. No entanto, alguns meses depois - em 15 de abril de 1905 – por iniciativa de Cândido Manoel Rodrigues e contando com a presença de outros vinte e cinco indivíduos seria criada a União dos Trabalhadores em Trapiche e Café. Durante as reuniões para formulação do primeiro estatuto da associação esta teve seu nome mudado, passando a se chamar Sociedade de Resistência dos Trabalhadores em Trapiche e Café. Ainda em julho de 1905, a Sociedade elegeu sua primeira diretoria e também inaugurou o seu pavilhão social. A entidade era composta, em grande número, por brasileiros e negros. Em seus dois primeiros estatutos, tal associação afirmava buscar a união e a defesa dos trabalhadores da categoria, tendo como principais objetivos: organizar o trabalho de trapiche e café, reivindicando a diminuição das horas de trabalho e o aumento salarial; constituir uma caixa de assistência para auxiliar e defender os associados em caso de greve ou coação de sua liberdade; criar biblioteca para instrução dos associados; firmar pactos de solidariedade com congêneres no Brasil e no estrangeiro e festejar o seu aniversário, dia 15 de abril, e também o dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. Quanto à sua junta administrativa, esta era composta por um diretor, um secretário-geral, um secretário-adjunto, um secretário de atas, um tesoureiro e um contador. Foi pela sua participação na greve de 1906, quando grande parte dos carregadores dos trapiches e casas de café cruzou os braços para reivindicar melhores recompensas e condições de representação, que esta Sociedade tornou-se conhecida. A greve, que foi vitoriosa, deu aos carregadores melhores condições salariais e de organização perante as empresas que contratavam seus serviços. Porém, toda capacidade de mobilização que esta instituição vinha demonstrando, quase se desfez em 1908, por causa do locaute imposto pelo Centro do Comércio de Café e também por motivo de falência do Banco União do Comércio, que detinha os fundos da instituição. Nos anos seguintes, a Sociedade conseguiu se reorganizar, consolidando sua posição no mercado através da sindicalização das turmas de trabalho e de algumas greves importantes como a da Leopoldina, em 1912, e a da Cantareira, em 1914. Entre 1915 e 1918, a Sociedade de Resistência passou por momentos difíceis, quando, em um primeiro momento, se impôs de forma vitoriosa ao Centro de Comércio de Café - que acabou por reconhecer a exclusividade daquela a associação no fornecimento de mão-de-obra para o mercado. Posteriormente, sofreu grandes perdas provenientes do contexto de redução das exportações de café, resultado da ocorrência da Primeira Grande Guerra, da união dos centros patronais que somados lhe impuseram um novo locaute e também pela gripe espanhola, epidemia avassaladora que causou muitas mortes no Rio de Janeiro. Durante o mandato de Carlos Joaquim Alves, iniciado em 1922, a Sociedade de Resistência conseguiu adquirir uma sede própria na Rua do Livramento, número 68, onde está até hoje. Tal aquisição se deu mais uma vez através da união dos esforços dos sócios da instituição, que juntos conseguiram acumular 82 contos de réis para realizá-la. Em 1930, a entidade já havia retomado seu espaço no mercado, reintroduzindo suas práticas restritivas e monopolistas, o que pode ser percebido pela expansão dos serviços prestados por esta na região do cais: movimentação de carga das Companhias Brasileira de Exploração de Portos, de Navegação Costeira, Lloyd Brasileiro, Comércio e Navegação. Tais atividades estendiam-se pelo litoral desde “Maria Angu” até Botafogo, chegando também a Niterói, onde a Sociedade de Resistência mantinha uma sucursal, com um número regular de sócios.

História arquivística

A instituição mantém grande parte de seu acervo administrativo conservado, o que representa um volume de documentos dificilmente encontrado em outras associações. Existe um grande volume de documentos avulsos não quantificados.

Procedência

Área de conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Fotos de cidades brasileiras (principalmente capitais); foto registrando comemoração no sindicato (sem identificação); fotos dos presidentes do sindicato; livros de ponto das mensalidades; livros de presenças; livro de receita; livro de índice do arquivo; atas de reunião de diretoria; ata de posse de diretoria; atas de assembléias gerais; indicador de matrícula por ordem; livro de contas correntes; livro de despesas; livros de contas de encarregados; ata de presença a diversas solenidades; propostas de admissão; protocolo de correspondência; livros de associados falecidos; livro de ouro; recibos de salários; prestação de contas; livros de matrícula de associados; livros de desconto de verbas destinadas à construção do prédio; índices de associados; livro de quitação mensal, livro de associados aposentados; livro de movimentação bancária; livro de listagem de associados; livro de dependentes e associados; livro do hospital / atendimento médico; livros de turmas de trabalhadores; livro diário; livro de pagamentos de associados; livro fiscal; livro de medicamentos; livro de conta corrente de assistência médica; livro do Departamento de Assistência Social; livro de anotações de acidentes; mapa de movimento diário de mercadorias e fichas com fotos de associados.

Avaliação, seleção e temporalidade

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

Identificado

Área de condições de acesso e uso

Condições de acesso

Com restrição - Necessidade de autorização – Restritos os documentos referentes às atividades mais recentes, de 2000 até os dias atuais.

Condiçoes de reprodução

Idioma do material

  • português do Brasil

Forma de escrita do material

Notas ao idioma e script

Características físicas e requisitos técnicos

Instrumentos de pesquisa

Área de fontes relacionadas

Existência e localização de originais

Existência e localização de cópias

Unidades de descrição relacionadas

Descrições relacionadas

Nota de publicação

CRUZ, M. C. V. Tradições Negras na Formação de um Sindicato: sociedade de resistência dos trabalhadores em trapiche e café, Rio de Janeiro, 1905-1930. Afro-Ásia, Salvador, n.24, p. 243-290, 2000. GALVÃO, Olívia Maria Rodrigues. A Sociedade de Resistência ou Companhia dos Pretos: Um estudo de caso dos Arrumadores do Porto do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 1997. Dissertação de mestrado.

Área de notas

Identificador(es) alternativos

Pontos de acesso

Ponto de acesso - assunto

Pontos de acesso - local

Pontos de acesso - gênero

Área de controle da descrição

Identificador da descrição

Identificador da entidade custodiadora

BR RJSINPACACAMRJ

Regras ou convenções utilizadas

CONSELHO NACIONAL DE ARQUIVOS (Brasil). NOBRADE: Norma brasileira de descrição arquivística. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2006. 124 p.

Status

Final

Nível de detalhamento

Completo

Datas de criação, revisão, eliminação

9/6/2008
14/08/2019

Idioma(s)

  • português do Brasil

Sistema(s) de escrita(s)

Bibliografia e outras fontes utilizadas

Zona da incorporação

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